trilhaoutubro2018

Polícia Civil acredita que militares alteraram cena do crime para forjar conflito com vítimas

Os dois policiais militares presos por suspeita de envolvimento na morte da menina Émile Caetano, de 9 anos, teriam tentado alterar a cena do crime com a intenção de atrapalhar o trabalho de investigação da Polícia Civil. A informação é do coordenador da Delegacia de Homicídios, o delegado Francisco Costa Baretta. 

Menina assassinada horz

De acordo com o delegado, os policiais Aldo Luís Barbosa Dornel e Francisco Venício Alves teriam coletado estojos de munição da cena do crime e apresentado uma viatura atingida por um disparo antigo, para forjar um conflito entre os PMs e as vítimas. “Eles arrecadaram os estojos, mas o perito criminal ainda pegou alguns, e tentaram apresentar uma viatura com disparo antigo, para dar a entender que alguém tinha atirado contra eles”, diz o delegado Baretta.

Por conta disso, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos dois policiais militares pelos crimes de homicídio doloso e fraude processual. Pedido que foi acatado pelo juiz plantonista da Central de Inquéritos, José Olindo Gil Barbosa, que decretou, nesta quarta-feira (27), a prisão preventiva dos dois policiais militares suspeitos de envolvimento na morte de Émile Caetano. Para o magistrado, Aldo Luís Barbosa Dornel e Francisco Venício Alves podem causar risco à ordem pública, caso sejam postos em liberdade.

Para fundamentar a sua decisão, o juiz José Olindo lembra que o soldado Aldo Luís Barbosa Dornel responde a um processo criminal anterior por lesão corporal grave, crime ocorrido em julho de 2016. No documento, o juiz destaca que o registro de atos infracionais anteriores demonstra “a propensão para práticas delitivas e torna inadequada e insuficiente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão”.

Segundo o delegado Baretta,  os policiais militares foram autuados pela PM por lesão corporal grave seguida de morte e disparo em via pública, e ainda não foram apresentados à Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre os crimes supostamente cometidos. Por conta disso, a Delegacia de Homicídio fará um novo ofício solicitando ao comandante geral da PM/PI a apresentação dos suspeitos.

O inquérito policial do caso deverá ser concluído em 10 dias.

Informações Odia

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