trilhaoutubro2018

HOMOFOBIA: Travesti é brutalmente espancado em Sigefredo Pacheco

A cabeleireira Netinha Matias, 40 anos, foi espancada a socos e pontapés no rosto e pernas por dois rapazes no município de Sigefredo Pacheco . O crime causou revolta na cidade e circulou como se fosse provocado por questões política. A vítima aparece em um vídeo - que circula na internet - com o rosto desfigurado e cita o nome do candidato Jair Bolsonaro (PSL). Em depoimento a Polícia, a travesti nega que tenha motivação política.
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De acordo com o delegado Andrei Alvarenga, dois suspeitos foram conduzidos a Delegacia Regional de Campo Maior para prestar depoimento. Os três foram ouvidos na tarde desta quarta-feira (26).

No vídeo gravado logo após as agressões, Netinha cita os nomes dos agressores e o motivo pelo qual a agressão ocorreu.  VEJA:


Em seu perfil, Netinha participa da campanha #EleNão,  promovida por mulheres contra o nome de Jair Bolsonaro à Presidência da República. 

"O flagrante está sendo finalizado. Até o momento, o que indica é que ela foi agredida por uma questão de mal entendimento. Todos já se conheciam. Houve uma discussão e as agressões começaram. Está se espalhando que a agressão tem cunho político, mas as pessoas estão politizando demais", citou o delegado, alegando que as oitivas esclarecerá o que motivou às agressões.  

"A questão é que uma pessoa foi gravemente ferida ao ponto de fingir um desmaio, que estava morta, para que as agressões acabassem. Bateram muito nela", acrescentou o delegado.

No seu depoimento, a vítima afirmou que estava sendo extorquida por dois rapazes de nome "Pedro e Wesley". Segundo Netinha, os agressores tentaram lhe enforcar e que eles estavam "parecendo dois animais violentos".

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Sobre a questão política, Netinha nega, mas crê que eles agrediram também por ela ser travesti. Veja na íntegra parte do depoimento. 

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