trilha full 09042018

REGIONAL

 

A delegada Cinthya Verena, de São Raimundo Nonato, afirmou nesta quinta-feira (19) que a dentista Delzuíte Ribeiro de Macêdo negou que tenha cometido o crime de racismo e que estaria arrependida porquê deveria ter agredido fisicamente a vítima. A delegada veio a Teresina para colher o depoimento da dentista, que foi presa acusada de racismo contra a mãe e um bebê de dois meses. 

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“Eu fiquei abismada porquê ela não apresenta nenhum arrependimento, pelo contrário, se diz revoltada e que está sendo injustiçada. Ela diz que deveria era ter agredido a vítima”, descreveu.

A delegada acrescenta que durante o depoimento leu as postagens e ela confirmou que é autora da mensagem. Sobre a postagem “Vc saiu da senzala porém a senzala ainda não saiu de você”[sic],a dentista alegou que queria mostrar que ela morava em São Raimundo Nonato e que a vítima era da cidade de Bonfim do Piauí. “Ela diz que queria dizer que São Raimundo Nonato era uma cidade desenvolvida”, completa a delegada.

Cinthya Verena relata ainda que questionou sobre a postagem  feita supostamente pela dentista após sua prisão onde ela ironiza o sistema prisional. “Segundo a dentista, ela não é a autora do post e ela se irritou por saber que alguém está usando o nome dela pra postar notícias falsas”, contou.

A delegacia de crimes virtuais será acionada para investigar a autoria da mensagem. Segundo a delegada, existem de seis a sete denúncias de crimes contra a honra e somente uma por racismo. A dentista está com prisão temporária de cinco dias e possivelmente sairá no sábado.

A delegada lamentou e classificou o crime como lamentável.  “É lamentável. Eu como mulher e negra me senti ofendida. Mas a repulsa foi geral”, lamentou.

Outro lado

O advogado Wisner Ribeiro, que defende a dentista, afirmou ao Cidadeverde.com que a família está tomando todas as medidas cabíveis  e que Delzuite Ribeiro de Mâcedo deverá ser solta no final de semana.

"Vamos defender que não houve crime de racismo, mas de injúria racial e que ela tem problemas psíquicos", afirmou o advogado.

Sobre a postagem atribuída a Delzuite após a prisão, Wisner disse que alguém fez uma perfil falso para prejudicá-la. 

"Esse perfil é um fake e é um afronta ao Estado e certamente a Secretaria de Segurança está investigando para que os responsáveis sejam punidos", disse o advogado. 

Para o advogado, a prisão foi "injusta" e "desnecessária".

"Delzuite em nenhum momento foi procurada para prestar esclarecimento na delegacia da cidade. Essa decisão só atende a influência da mídia e o clamor social". 

Com informações CV

A mãe que denunciou crime de racismo contra sua filha de dois meses de idade disse que a prisão da dentista - suspeita de ataques discriminatórios - é um sinal de que a "justiça será feita". 

Na manhã desta terça-feira (16), a dentista Delzuite Ribeiro de Macedo, 31 anos, foi presa após denúncia de racismo contra uma bebê de dois meses. Ela fez postagem ofensiva contra a mãe e a criança em rede social.  Na Delegacia de São Raimundo Nonato existem sete denuncias de racismo contra a dentista. 

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Na postagem, ela afirma: "Já vi que você saiu da senzala, porém a senzala ainda não saiu de você". E ainda: "Não me interesso por gente que nunca chegará ao meu tom de pele". Sobre os ataques a criança, ela diz que o bebê é "feio" e não é "lindo e branco" como o seu filho.

"Quando li aquela mensagem fiquei revoltada, chorei. Ela ofendeu não só minha filha, mas uma raça. Como uma pessoa chama uma criança de dois meses de vida de feia. Só uma pessoa amarga e mal caráter", disse Thaiane Ribeiro Neves, de 30 anos, mãe do bebê que acionou a Polícia Civil contra o crime de racismo. 

 Ela disse que recebeu com tranquilidade a informação da prisão da dentista e espera que as outras denúncias sejam agilizadas. 

"Esse tipo de atitude não pode passar impune. Passei minha gestão toda aguentando ofensas, mas quando ela atacou minha filha vi que ela passou dos limites. Eu não sei de onde veio esse ódio tão grande contra mim".

Thaiane Neves, que também é dentista, disse que cobrou uma posição do CRO (Conselho Regional de Odontologia) que ficou omisso, diante das graves denúncias contra a Delzuite Ribeiro de Macedo. 

"Deveria ter dado pelo menos uma advertência, pois ela atingiu todos os negros", disse. 

Segundo Thaiane foi um ano e meio de desassossego e que evitava até sair de casa.

"Espero que ela saia com outra cabeça, que tenha paz, não consigo entender porque tanta raiva e ofensa". 

 

racismo

Com informações CV

A estudante Marta Rayssa Oliveira de Carvalho completou 10 anos no domingo (15) em um abrigo na cidade de José de Freitas, Norte do Piauí. A festinha aconteceu após amigos, profissionais que trabalham no abrigo e policiais se unirem em uma coleta de recursos para comprar bolo, refrigerante e salgadinhos. A menina morava perto da Barragem do Bezerro, que corria risco de rompimento ao longo da última semana.

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A técnica em enfermagem Marinalva Ribeiro da Silva, contou que a ideia para fazer a festa de aniversário surgiu a partir do momento que Rayssa contou que estava fazendo 10 anos no domingo. “Ela disse para a gente que estava fazendo aniversário e a gente resolveu fazer uma arrecadação quando os policiais chegaram e resolveram ajudar também”, contou Marinalva Silva.

Rayssa aproveitou bastante a festa promovida de modo solidário. “Foi uma festa muito boa. Teve muita gente”, contou a estudante. Ela contou que morava bem próximo da Barragem do Bezerro antes de ser levada para o abrigo que fica em uma escola municipal. “A gente está aqui desde segunda-feira passada. Fiquei muito feliz com a festa”, disse.

Os policiais que ajudaram na comemoração acompanhavam a visita do ministro da Integração Nacional, Pádua Andrade, a José de Freitas, para inspecionar a Barragem do Bezerro. “A gente estava acompanhando o ministro e ela falou que estava fazendo 10 anos. Resolvemos fazer uma vaquinha rapidinho e ajudar a fazer a festa”, comentou o tenente-coronel Márcio Oliveira, da Companhia Independente de Trânsito (CIPTran).

Com informações G1

Dois trechos da BR-343 que liga Teresina a região Norte do Estado estão sendo monitorados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), nesta sexta-feira(134), devido às chuvas e a cheia dos rios. 

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Um deles é o km 340 em Teresina (próximo a HotSat), que devido as chuvas aumentou a passagem de água de um lado a outro da pista. Por volta das 23h, o trecho chegou a ser totalmente interditado, mas foi liberado na madrugada e agora funciona com uma parte obstruída, mas com sinalização. 

Segundo a PRF, dois veículos pequenos conseguem se cruzar normalmente, já os grandes são prejudicados e precisam de mais cuidado. O caso foi comunicado ao DNIT e solicitada uma vistoria. 

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Campo Maior

Outro trecho que chama atenção da PRF é em Campo Maior (a 80 km de Teresina), em uma ponte sobre o Rio Pintadas, no bairro Cariri. A água já está praticamente rente com a rodovia, faltando poucos centímetros para atravessar por cima. 

Os policiais rodoviários monitoram a região e também acionaram o DNIT. Eles lembram que ano passado, as águas chegaram a invadir a pista, supostamente sem danos ao local. 

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De acordo com o prefeito da cidade, José de Ribamar, o Ribinha, mais 50 famílias estão desabrigadas e 600 famílias alagadas por conta da cheia de rio.

Ele Ribinha, disse que as fissuras na ponte não são consideradas 'assustadoras'. Contudo é necessário um acompanhamento permanente, uma vez que a água do rio encobriu totalmente alguns trechos da rodovia. 

"Ontem à noite eu requisitei a equipe de engenharia e a PRF que foram a ponte. Na verdade, essas fissuras já existiam e os técnicos disseram que a situação não é de assustar. Solicitei também o apoio do Exército e estamos acompanhando todas as pontes da BR-343. Há água de todos os lados da rodovia e precisamos urgentemente de acompanhamento diário, pois as chuvas continuam e se continuarem nesta proporção pode acontecer mais danos", alerta o prefeito. 

Na cidade, os bairros mais atingidos são Flores, Horto Florestal, Cariri, Califórnia e Matadouro. Há também algumas estradas vicinais totalmente intrafegáveis.

Com informações CV

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