trilhaunook

Projeto da Barragem do Castelo faz 30 anos sem perspectiva de sair do papel

77789003222674

A Barragem do Castelo, projetada no final dos anos 1980 para ajudar na prevenção de enchentes em Teresina, foi lembrada na semana passada, durante os dramáticos dias em que a capital ficou ameaçada de sofrer uma nova cheia, como as de 2009, 1995, 1985, 1974, 1960 e de outros anos.

Trinta anos depois de lançada a primeira licitação para a construção da obra, até hoje ela não saiu do papel. Só é lembrada nas promessas das campanhas eleitorais e nos períodos de enchente do Rio Poti.

Projetada para ser construída no canyon do Rio Poti, em uma área que pertencia ao município de Castelo do Piauí e que hoje integra o território de Juazeiro do Piauí, a barragem ficará localizada a 1,5 km a montante da ponte na PI-115 e a 160 quilômetros de Teresina.

Conforme registra o engenheiro e escritor Cid de Castro Dias, em seu livro “Piauí: Obras que desafiam”, lançado em 2011, o projeto básico dessa obra foi elaborado pela empresa Serviços de Engenharia Emílio Baumgart (SEEBLA), através da Secretaria de Obras, no segundo Governo Alberto Silva.

Primeira licitação

Ele lembra que Alberto Silva, idealizador e entusiasta da obra, chegou a licitar a sua construção, em 1988. Foi vencedora a firma Andrade Gutierrez. Contudo, por falta de recursos, a empreiteira não recebeu ordem de serviço para iniciar a obra.

No começo de 2009, Alberto Silva, então deputado federal, escreveu um longo artigo, publicado no jornal ‘Diário do Povo’, conclamando a união de esforços dos políticos do Piauí para a construção dessa obra.

Em seu artigo, Alberto Silva defendia que a barragem proporcionaria a regularização do Rio Poti, controlando as cheias que periodicamente alagam áreas de Teresina.

Naquele ano, por coincidência, Teresina foi inundada, em maio, pelas águas do Rio Poti, que destruíram o balneário Curva São Paulo, na zona Leste. Bairros inteiros da zona Norte foram alagados, como também as Avenidas Marechal Castelo Branco, Raul Lopes e Cajuína.

O deputado apresentou o projeto da barragem com uma parede de 590 metros de comprimento; altura do coroamento em 70 metros; construção em concreto compactado a rolo e capacidade de armazenamento de 2,8 bilhões de metros cúbicos de água.

Conforme a descrição de Alberto Silva, a Barragem do Castelo formaria um lago de 150 km, ou seja, metade da capacidade da barragem de Boa Esperança, que pode armazenar 5 bilhões de metros cúbicos e represar 352 km quadrados de área.

paraiba60pronto