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PRF investiga se houve racha na BR-343 e diz que a tragédia poderia ter sido maior

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo o superintendente regional da instituição, Welendal Tenório, a tragédia poderia ter sido maior, já que a rodovia é movimentada aos finais de semana por conta da grande quantidade de sítios e chácaras no percurso, além do tráfego de ônibus. 

“Poderia ter batido em um ônibus, em outro carro com uma família. A tragédia poderia ter sido maior”, alertou o superintendente. 

A PRF investiga se a colisão teria sido causada por uma disputa de “racha” entre os motoristas. “Estamos avaliando a questão da velocidade com a perícia. A gente tem testemunhas que viram os carros passando próximo a Campo Maior em alta velocidade, mas sem o radar para registrar isso é muito difícil definir que foi um racha. Agora no momento da colisão ao menos um dos veículos estava em excesso de velocidade”, disse o superintendente.

Segundo Welendal, foi a primeira vez que se teve registro de motoristas em grupo envolvidos em um acidente. “A gente tinha informações de motos. Ano passado teve até uma morte em um acidente parecido neste mesmo trecho. Sobre carros nós não tínhamos nenhuma informação, até porque quando eles passam pelo posto passam separados e em velocidade adequada. Infelizmente foi a primeira vez que chega essa informação mais concreta”, afirma.

De acordo com o superintendente, a maior velocidade registrada em rodovia do Piauí foi de 206km, na BR-316, próximo ao município de Água Branca no final do ano passado. “A maior parte dos radares que nós temos nas rodovias não são nem da PRF, mas do DNIT. Os radares fixos ao longo das rodovias. No total no Piauí são 110”,  afirma, destacando que a PRF não tem como  fiscalizar todos os trechos.

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